Os corredores da Blackwell Industries raramente eram silenciosos, mas naquela manhã havia algo diferente pairando no ar. Um tipo de expectativa contida, quase reverente, como se a empresa inteira aguardasse o desfecho de um acontecimento extraordinário. E, de certa forma, aguardava mesmo. Desde a apresentação impecável de Elara Sterling no dia anterior, o Eclipse Verde havia se tornado o assunto predominante da empresa — e do comitê executivo.
Enquanto subia no elevador de vidro que atravessava o hall principal até o vigésimo oitavo andar, Elara mantinha as mãos unidas diante do corpo, tentando controlar a respiração. O brilho dos painéis de LED refletia em seus olhos, e o murmúrio distante de conversas se intensificava à medida que o elevador subia. Havia sido uma noite quase insones. O peso do que havia acontecido, a pressão da responsabilidade e a sombra ainda recente da sabotagem de Scarlett Vaughn a acompanhavam como um fantasma inquieto.
Mas havia também uma fagulha de algo novo