O salão respirava sombras. Tecidos escuros se derramavam das colunas como véus vivos, serpenteando lentamente, impulsionados por uma energia que parecia pulsar de dentro das próprias paredes. No centro, um espelho de obsidiana refletia imagens distorcidas, retorcidas, como se fragmentos do mundo estivessem sendo dilacerados e costurados novamente por mãos invisíveis.
Diante dele, Vermon mantinha as mãos estendidas, os dedos crispados, a mandíbula tensionada. As imagens à sua frente não deixavam