Theo
A Ferraz Industrial fervilhava como sempre quando entrei, mas hoje os olhares que me seguiam eram diferentes. Desde que comecei a chegar cedo, a participar das reuniões, a cuidar do negócio como nunca antes, o burburinho mudou.
— Theo.
Roberto estava à minha porta, os olhos escaneando-me como se buscasse vestígios do filho irresponsável que eu costumava ser.
— Pai.
— Você sumiu no almoço.
— Assinando contrato de aluguel. — Dei de ombros, passando por ele para pegar a pasta da reunião. — Eu