Mundo de ficçãoIniciar sessãoLouise encarou Saimon pelo espelho. A memória do adolescente que a salvou no passado chocou-se com o homem perigoso à sua frente. Ele não era apenas seu captor; ele era o dono da sua primeira lembrança de proteção.
— Você lembra do beco, não lembra? — Louise sussurrou, a voz carregada de uma eletricidade nova. Saimon não respondeu com palavras. Ele cruzou o espaço em dois passos e a prensou contra a pia de mármore. Suas mãos subiram pelas coxas dela, abrindo o roupão de seda com uma urgência brutal. — Eu lembro de cada segundo, Louise. Lembrei de você todos os dias enquanto me tornava o monstro que sou hoje. — Ele colou o corpo no dela, o volume de sua masculinidade pressionando o ventre dela. — Mas não confunda gratidão com piedade. Eu a salvei para que você pudesse ser minha, não de um bando de russos imundos. Ele inclinou a cabeça, os lábios roçando o lóbulo da orelha dela, enquanto uma mão subia para apertar seu seio com uma posse faminta. Louise arqueou as costas, uma mistura de pavor e um desejo proibido disparando por seu sangue. — Saimon... — ela arfou, o nome dele saindo como um convite. — Diga que você me quer, boneca. Diga que prefere o meu fogo ao gelo do meu irmão. Ele a virou de costas para o espelho, forçando-a a ver sua própria imagem sendo dominada por ele. A mão de Saimon desceu para o quadril dela, onde a marca russa estava escondida sob a seda. Ele a puxou para si, os dedos cravando na pele alva. — Se o Colin entrar por aquela porta agora, eu vou ter que escolher entre matar ele ou deixar que ele nos veja assim. O que você prefere? Louise sentiu o ápice da tensão. Ela estava no limite da rendição, as mãos dele explorando territórios que a faziam esquecer quem era. Ele a ergueu, sentando-a no balcão de mármore frio, abrindo suas pernas e se encaixando entre elas. O beijo foi violento, possessivo, com gosto de uísque e perigo. Mas, no momento em que a mão de Saimon ia descer para o ápice de sua intimidade, um som metálico ecoou no quarto. Saimon parou bruscamente. Seus olhos se arregalaram. Ele se afastou de Louise, olhando para o chão. A pulseira de Louise havia caído e se quebrado. De dentro de um compartimento secreto, não saiu apenas uma foto. Saiu um micro-dispositivo de escuta e rastreamento, brilhando com uma luz vermelha intermitente. Saimon pegou o aparelho, o rosto transformando-se em uma máscara de fúria pura. — Escuta ativa? — Ele rosnou, olhando para Louise com um ódio que ela nunca vira. — Você não foi vendida, Louise. Você veio por vontade própria. Antes que ela pudesse explicar, ele a jogou de volta na cama e pegou o celular, discando um número rapidamente. — Colin! Traga os homens para o quarto. Ela não é uma noiva. Louise Hopper é uma assassina infiltrada dos Kuznetsov e ela acabou de transmitir nossa localização exata para o cartel russo. O som das hélices cortando o ar ficou ensurdecedor. Vidros estouraram no andar de baixo. Saimon agarrou Louise pelo braço com uma força que deixaria marcas, arrastando-a para fora do quarto enquanto ela ainda tentava fechar o roupão sobre o corpo trêmulo.No corredor, eles deram de cara com Colin. Ele segurava um fuzil de assalto, a expressão mais gélida do que nunca. — Os russos estão no portão sul! — Colin gritou por cima do som das explosões. — Saimon, o que você está fazendo com essa traidora? Mate-a agora! — Ela é a nossa única garantia de saber o que eles querem! — Saimon mentiu, empurrando Louise para trás de si enquanto trocava tiros com um vulto que apareceu na escadaria. — Não temos tempo para execuções. O túnel sul é a nossa única saída. Sem escolha e cercados, os três mergulharam na escuridão de uma passagem secreta atrás de uma estante na biblioteca. O ar era pesado e cheirava a terra úmida. Eles correram quilômetros sob o solo até emergirem em uma garagem camuflada na floresta, onde um SUV blindado os esperava. A fuga foi um borrão de pneus cantando e balas batendo no vidro à prova de balas.






