Perdão

Varanda da fazenda Duarte – Tarde fria.

João estava imóvel. O vento varria a varanda da sede, mas ele não sentia nada. O corpo presente, a alma dispersa — ausente como quem já havia sido sepultado vivo.

As mãos estavam frias, apesar do chá quente que Clara lhe entregara. Ela sorria com doçura. O tipo de doçura que sufoca.

"É o certo, João", diziam todos.

Seu pai. Seu tio Afonso pai de Clara. Até Ana silenciara diante da imposição.

O nome Duarte precisava sobreviver. O escândalo precisava ser a
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