O orvalho ainda reluzia nas folhas quando Amanda saiu para respirar o ar gelado da manhã. Tinha acabado de tomar seu café e precisava de silêncio antes do turbilhão da empresa. Caminhava entre as árvores do jardim lateral quando ouviu passos rápidos atrás de si.
Clara.
— Podemos conversar? — disse ela, com a voz firme.
Amanda se virou devagar. O vento soprou, e seus cabelos longos balançaram como se dançassem com a tensão no ar.
— Claro — respondeu Amanda, seca. Já sabia o que viria.
Clara deu