O silêncio parecia acolher os dois naquele quarto. Lá fora, a neve continuava a cair, cobrindo o mundo com uma brancura fria, quase indiferente. Mas ali, entre quatro paredes, algo pulsava — quente, urgente, íntimo.
Amanda deslizou os dedos pelo rosto de João com delicadeza. Seus olhos, normalmente firmes e gelados, agora brilhavam com uma ternura rara.
— “Eu te amo, João.”
Aquelas palavras, ditas em voz baixa, pareciam um sussurro contra o peito dele, um sopro que dissipava a névoa da dúvida e