O silêncio ainda pairava pela sala após a fala cortante de Sofia. Ela, sentindo o peso dos olhares e do próprio incômodo, se levantou de forma abrupta, ajeitando os cabelos com as mãos, como se tentasse se recompor de algo que ninguém tinha dito... mas que todos haviam sentido.
Pegou o celular de cima da mesa, olhou rapidamente a tela e falou, quase seca:
— Vou até a cidade.
José, ainda sentado, ergueu os olhos surpreso.
— Eu te acompanho. Hoje é domingo, podemos ir juntos...
Sofia não esperou.