Após o café da manhã, na sala de leitura
A casa esvaziava-se lentamente, os sons de passos subindo escadas, copos sendo levados por Fátima, e o som da chaleira ao longe. Na sala de leitura, onde os primeiros raios de sol filtravam pela janela, Augusto acomodou-se numa poltrona de couro envelhecido. Ana entrou com um livro nas mãos, mas parou ao vê-lo pensativo, o olhar preso ao nada.
— Ana — começou ele, em voz baixa, como quem hesita entre a culpa e a lógica —, colocar Valéria na empresa não