A dor ardia.
Quente, pulsante, viva.
Alice sentia o corpo fraquejar, mas algo dentro dela, algo antigo, instintivo, se recusava a ceder.
O sangue escorria devagar, o ar entrando e saindo em soluços curtos.
Ela piscou, tentando afastar a névoa que cobria sua visão.
O homem diante dela segurava a faca, respirando pesado.
— Eu avisei que seria rápido. — sussurrou.
Mas Alice ainda estava consciente.
Ou pelo menos, algo dentro dela estava.
Uma força atravessava seu corpo.
Forte,