O relógio marcava pouco depois da meia-noite quando Carla encostou as costas na parede fria do corredor do pronto-socorro, fechando os olhos por um segundo, como quem suplica silenciosamente por mais fôlego.
O hospital pulsava como sempre: sirenes ao longe, pacientes chegando, alarmes disparando, a vida e a morte se cruzando sem pedir licença.
Ela abriu os olhos devagar, ajustou o jaleco e puxou o crachá preso ao bolso, passando automaticamente pela catraca até alcançar a sala de descanso. Lá