Mia já estava em casa, mas o consolo do lar parecia distante, abafado pela dor que a consumia. Cada cômodo que ela atravessava carregava lembranças de momentos que jamais voltariam. A sala, onde tantas vezes rira com Bryan, agora parecia fria, silenciosa, quase hostil. Os dias que se seguiram foram marcados por uma chuva incessante, como se a própria Costa da Lua compartilhasse sua dor. O som das gotas batendo na vidraça era quase hipnótico, um reflexo perfeito das lágrimas silenciosas que aind