Sob a luz da lua, o Eclipse Hospital erguia-se como um farol no meio da escuridão.
O vidro azul-prateado refletia estrelas, e as paredes pulsavam em sintonia com o universo.
Conhecido entre lobos, bruxas, humanos e vampiros, era o único lugar onde magia e ciência se uniam e onde até o impossível podia ser curado.
E foi para lá que Mia chegou, em desespero.
Ela chegou correndo, a forma de Mika a sua loba semi-divina vinha atravessando a calçada em um borrão de velocidade, os músculos tensos e cada respiração carregada com o cheiro do sangue e da dor de seus filhotes. A lua banhava seu pelo prateado, refletindo a urgência desesperada que a impulsionava. Quando entrou no hospital, transformou-se novamente em humana. Seu corpo estava coberto de sangue e lama, machucado, queimado, mas ainda altivo, com os olhos prateados refletindo horror, medo e fúria.
Logo atrás de Mia, a presença dos que haviam participado de seu resgate se tornou visível: os trigêmeos Axel, Niel e Gael, Daemo