O blindado avançava pela estrada como um animal ferido, pesado, rangendo sob o próprio peso. As luzes internas tremulavam levemente, criando sombras irregulares nas paredes metálicas. Cada solavanco fazia o cheiro de pólvora, suor e medo se misturar no ar abafado. Havia algo errado ali — uma sensação antiga, instintiva, que nem treinamento militar conseguia calar.
Os mercenários levantaram-se de imediato, armas em punho. Os fuzis de assalto foram erguidos em direção ao teto, cada respiração pesada denunciando o medo crescente. O som agudo das garras se arrastava, abrindo caminho, e o metal gemia sob a pressão.
Não era um ataque comum. Não havia explosão, nem tiros, nem ordens gritadas do lado de fora. Apenas aquele som — lento, deliberado — como se quem estivesse acima soubesse exatamente onde tocar para espalhar pânico.
— Alerta total! — o líder rugiu, a voz firme, mas os olhos denunciavam a tensão.
Alguns dos homens trocaram olhares rápidos. Outros engoliram seco. O treiname