Narrado por Alex
Ainda com aquele pequeno milagre nos braços, tentando conter uma emoção que ameaçava transbordar, percebi que todos os olhos no bunker estavam fixos em mim — Amália, Giovanna, as outras funcionárias. Seus olhares não eram de medo, mas de uma reverência silenciosa, emocionada. Estendi o bebê cuidadosamente de volta para Luna. Ela sorriu, um sorriso fraco e exausto, seus cabelos ruivos espalhados no travesseiro, o rosto ainda marcado pelo esforço, mas iluminado por uma paz profunda.
— Querida, como está? — perguntei, a voz mais suave do que eu sabia ser capaz.
— Cansada. Mas bem, agora — ela sussurrou, seus olhos piscando pesadamente. — E lá fora? Como está?
— Não se preocupe com isso agora. Vamos conter esses malditos.
Foi nesse momento que bateram na porta: três toques rápidos, o nosso código. Mas o instinto de desconfiança falou mais alto. Empurrei as mulheres para trás de mim, formando um escudo com meu corpo, e abri a porta apenas o suficiente, minha arma apontada