Narrado por Alex
Quando Luna disse que o bebê ia nascer em meio àquela batalha, meu mundo parou. O som das explosões, os gritos, os tiros — tudo desapareceu num zumbido surdo. Só existia o rosto pálido dela, os olhos arregalados de dor e determinação, e a terrível verdade de que meu filho viria ao mundo sob o som de metralhadoras.
Fiquei tão transtornado que quase não percebi os dois russos que surgiram no corredor, vindo por trás. Foi Luna quem viu primeiro.
— Alex, atrás de você! — ela gritou, a voz cortante mesmo ofegante.
Virei-me no último instante. Um eu abati com dois tiros precisos no peito. O outro já tinha a arma erguida quando um disparo seco ecoou — vindo da mão trêmula de Luna. Ela o atingiu no ombro, e eu terminei o trabalho.
Era o segundo homem que ela matava. Depois de Alan. E a cada vez, uma parte dela endurecia, ficava mais fria, mais adaptada àquele inferno. Eu não queria isso para ela. Não queria vê-la assim, muito menos agora, prestes a dar à luz ao nosso filho no