Narrado por Luna
Nove meses haviam se passado desde o nascimento do nosso pequeno milagre. Leonardo crescia lindo e forte, como o pai — e para o completo desespero deste, parecia ter herdado muito de mim no que, aparentemente, seria sua personalidade.
—Dio mio, questo piccolo sembra avere tutta la testardaggine di Luna! — (Deus do céu, este pequeno parece ter toda a teimosia da Luna!) — Alex exclamou um dia, após uma pequena birra do bebê.
Era fascinante ver aquele homem duro e frio em suas atividades diárias transformar-se, ao nosso redor, em um pai tão protetor que beirava o excesso. Observava cada movimento de Leo com uma intensidade que misturava amor e paranoia.
— Deixa ele, Alex. Ele sempre tira as luvinhas, não gosta — Eu disse, vendo meu noivo tentar pela terceira vez recolocar as minúsculas luvas de lã no nosso filho.
— Ma fa freddo, Luna.
(Mas está frio, Luna)
Ele argumentou, sua testa franzida.
— Ele está usando outra por baixo. E isso o deixa nervoso.
— Ma è fine