Narrado por Alex
A localização era um porto abandonado nos fundos do mundo, um tumor de ferro e concreto à beira da água negra. A confirmação final veio de uma câmera de tráfego hackeada: um carro-fantasma entrando, não saindo. Era lá. Ela estava lá.
Sentado no banco de trás da van preta, ajustando o coldre sob a jaqueta tática, senti a fúria, até então uma brasa controlada, começar a tremer dentro de mim, querendo explodir. Respirei fundo, o ar carregado do cheiro de óleo de armas e suor tenso dos meus homens.
— Três minutos — a voz de Tsurushi, ao meu lado, saiu estática pelo rádio interno. Ele estava em um ponto alto, um olho de vidro sobre o inferno. O ombro ainda devia doer como o diabo, mas ele estava lá. — Dois homens na entrada leste. Quatro patrulhando os galpões centrais. A assinatura de calor é mais forte no galpão três, andar superior. Várias fontes de calor.
— Ricci? — perguntei, minha voz um rosnado no microfone.
— Não identificado ainda. Mas a rede de Salvatore con