Narrado por Lyandra
Meu pai ergueu o rosto, os olhos inchados de chorar.
— Eu nunca deixaria de te amar, filha. Nunca. Você precisa saber disso.
— Eu sei, pai—respondi, a voz ainda trêmula. — Mas antes eu não sabia. Eu era só uma criança, e acreditava em tudo o que eles me diziam.
Ele balançou a cabeça, o peso da culpa visível em cada traço do seu rosto.
— Me desculpa, Lyandra. Me desculpa por ter sido tão cego. Eu deveria ter visto. Deveria ter protegido você.
Toquei seu rosto com as mãos