Mundo ficciónIniciar sesiónEla passou a vida acreditando que conhecia a própria história. Até descobrir que só conhecia uma parte dela. Frida é uma híbrida rara, nascida da união incomum entre um vampiro e uma humana. Criada em segredo pela mãe, cresceu longe do mundo sobrenatural e sem compreender completamente a própria natureza. Seu pai, John, esteve em sua vida apenas como uma presença distante — alguém que conhecia, mas que nunca pôde realmente ter ao seu lado. Após perder a única família que conhecia, Frida se vê sozinha e vulnerável. É então que antigos segredos começam a vir à tona. Um homem invade seus sonhos. Um lobo a reconhece como sua companheira. E um vampiro poderoso surge afirmando que ela pertence a uma família que nunca soube que existia. Agora, dividida entre vampiros e lobisomens, entre uma família recém-descoberta e um vínculo que desafia uma rivalidade antiga, Frida precisará descobrir em quem pode confiar.
Leer másPOV — DESCONHECIDO
Passado... Wanda era uma jovem garçonete que chamava atenção por onde passava. Não apenas pela beleza, mas também pelo jeito doce e educado, que fazia com que conquistasse facilmente a simpatia das pessoas. Mas, nas últimas semanas, alguma coisa havia mudado. Todas as noites, ela sonhava com o mesmo homem. Um desconhecido de olhos azuis cristalinos e cabelos dourados, dono de uma presença tão intensa que, mesmo depois de despertar, Wanda continuava sentindo como se ele estivesse por perto. O mais estranho era que, nos sonhos, não havia apenas desejo. Havia reconhecimento. Como se, de alguma maneira inexplicável, uma parte dela já o conhecesse. Ela suspirou e balançou a cabeça, tentando afastar aqueles pensamentos. Nunca fora do tipo que se apaixonava facilmente. Muito menos por alguém que sequer existia em sua realidade. Ou, pelo menos, era o que imaginava. Naquela noite, saiu mais tarde da lanchonete onde trabalhava. O vento frio fez seus cabelos claros dançarem ao redor do rosto, e Wanda apertou o casaco contra o corpo. Uma sensação incômoda percorreu sua nuca. Olhou para trás. Nada. Mesmo assim, continuou caminhando, com a impressão persistente de que estava sendo observada. Quando finalmente avistou o ponto de ônibus, sentiu o corpo relaxar. Foi o tempo de respirar aliviada. De repente, uma mão surgiu por trás e tapou sua boca. Wanda se debateu quando um homem a arrastou para um beco escuro. Seu coração disparou. Quando viu a arma apontada para si, todo o sangue pareceu abandonar seu rosto. — Por favor... Pegue minha bolsa — implorou, tentando controlar a voz. O homem soltou uma risada baixa e cruel. — E quem disse que eu quero só sua bolsa, gracinha? Ele a empurrou contra a parede. Wanda sentiu uma pontada de dor e tentou se afastar, mas acabou caindo no chão. As lágrimas começaram a escorrer antes mesmo que conseguisse impedi-las. — Por favor... — Cala a boca! Quando ela tentou gritar, recebeu um tapa que fez seu rosto arder. — Se não calar a porra da boca, vou enfiar a arma nela e estourar seus miolos. Wanda congelou. O medo a dominou por completo. Então, uma voz profunda ecoou pelo beco. — Largue ela. O assaltante parou. Por um instante, nenhum dos dois se moveu. Wanda ergueu os olhos. Havia uma figura parada nas sombras. Alta. Vestida com um sobretudo escuro. Imóvel. — Melhor sair fora, cara! — ameaçou o bandido, apontando a arma para ele. — Se não quiser levar um tiro no meio da cara. O estranho não respondeu. Apenas continuou avançando. Tudo aconteceu rápido demais. Um segundo depois, o assaltante foi arremessado contra a parede com uma força que fez Wanda arregalar os olhos. O disparo da arma ecoou pelo beco, mas o tiro saiu descontrolado. Em um piscar de olhos, o homem desconhecido estava sobre o agressor. Wanda ouviu o som seco de ossos se partindo. O bandido gritou. E, naquele instante, ela percebeu que havia algo profundamente errado com aquele homem. Ele não se movia como uma pessoa comum. Sua força tampouco pertencia a um homem comum. Quando o agressor finalmente caiu desacordado, o estranho permaneceu imóvel por alguns segundos. Então se virou. Wanda perdeu o ar. Os cabelos dourados estavam levemente revoltos, e os olhos azuis cristalinos pareciam atravessar sua alma. Ela o conhecia. Não de algum lugar que pudesse explicar. Mas dos sonhos. Era ele. O homem que vinha ocupando suas noites. O homem que sua mente transformara no objeto de seus desejos. O homem que, até aquele momento, ela acreditava não existir. Ele se aproximou devagar. Wanda deveria ter sentido medo. Em vez disso, uma estranha sensação de familiaridade tomou conta dela. Como se aquela presença, apesar de desconhecida, pertencesse a algum lugar dentro dela. Os olhos dele deslizaram por seu rosto, demorando-se no local onde havia sido atingida. Sua expressão mudou. Por um instante, pareceu furioso. Mas então seus olhos voltaram aos dela. — Linda... — murmurou. Wanda sentiu o rosto aquecer. Ele se agachou diante dela e estendeu a mão. — Está ferida? Ela hesitou antes de aceitar. Quando seus dedos tocaram os dele, um arrepio percorreu seu corpo inteiro. Aquela sensação... Era exatamente como nos sonhos. Ele a ajudou a se levantar e, percebendo que suas pernas ainda tremiam, a tomou nos braços com facilidade. Wanda arregalou os olhos. — Como... Ele sorriu de lado. — Está com medo, Wanda? Ela ficou imóvel. — Como sabe meu nome? Por um instante, os olhos dele desceram até o crachá preso ao uniforme. Só então ela percebeu. — Ah... Sentiu-se um pouco envergonhada por ter imaginado que ele realmente sabia quem ela era. — E o seu? — perguntou baixinho. O estranho sorriu. — John. Ele fez uma pequena pausa. — Mas você pode me chamar de seu, se preferir. O coração dela disparou. Era exatamente como nos sonhos. Talvez até mais intenso. — Onde você mora? — perguntou ele. Wanda sabia que deveria desconfiar. Sabia que não deveria responder. Mas alguma coisa dentro dela sussurrava que podia confiar nele. E, contra todo o bom senso, disse a verdade. *** John a acompanhou até a porta de seu pequeno apartamento. Quando ele finalmente se virou para ir embora, Wanda sentiu uma angústia inexplicável. Antes que pudesse pensar melhor, segurou sua mão. John olhou para os dedos dela entrelaçados aos seus. Depois, levantou os olhos. Com delicadeza, tocou o rosto de Wanda, exatamente onde o agressor havia batido. Ela fechou os olhos por um instante. O toque dele era quente. Familiar. Perigoso. — Não quer que eu vá? — perguntou ele, em voz baixa. Wanda sabia que deveria soltá-lo. Mas não queria. Não depois de finalmente encontrar o homem que aparecia todas as noites em seus sonhos. — Por favor... Não vá. John se aproximou. Wanda recuou até sentir as costas encostarem na parede. O perfume dele envolveu seus sentidos, e uma onda de calor atravessou seu corpo. Ele tocou seus lábios com o polegar. — Se eu ficar... não vou conseguir me controlar. Vou querer beijá-la. Wanda engoliu em seco. A resposta saiu antes que pudesse se arrepender. — Então me beije. Os olhos dele se estreitaram por um instante, como se não esperasse aquilo. Um sorriso lento surgiu em seus lábios. — Se eu ficar... não vou querer apenas beijá-la. O coração dela bateu ainda mais forte. — Então o que você vai querer? John se aproximou até que suas respirações se misturassem. — Vou querer tudo o que você estiver disposta a me dar. Wanda sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Era loucura. Ela mal o conhecia. Mas havia algo entre eles que não conseguia explicar. Era como se tivesse passado a vida inteira procurando por ele sem saber. Colocou a mão sobre o peito de John. — Então fique. Ele a observou em silêncio. — Tem certeza? Wanda assentiu. — Tenho. John não hesitou mais. Tomou seus lábios em um beijo intenso, e Wanda sentiu todos os seus medos desaparecerem sob aquele toque. Naquela noite, ela se entregou ao homem que havia invadido seus sonhos muito antes de cruzar seu caminho na realidade. E, enquanto fechava os olhos em seus braços, só conseguia pensar em uma coisa: Esperava, do fundo do coração, que aquilo não fosse apenas mais um sonho. *** Três anos depois... John aparecia sempre que podia. E, a cada encontro, a conexão entre eles parecia se aprofundar. Wanda nunca contou a ninguém sobre aquele relacionamento. Talvez porque soubesse que ninguém entenderia. Talvez porque, no fundo, ainda não compreendesse completamente o que existia entre eles. Quando John finalmente revelou ser um vampiro, ela deveria ter fugido. Mas não fugiu. Aquela descoberta deveria tê-la assustado. Em vez disso, apenas tornou ainda mais claras todas as coisas que nunca conseguira explicar. Os sonhos. A atração. A sensação de reconhecimento. A maneira como seu corpo parecia responder à presença dele antes mesmo que sua mente conseguisse acompanhar. John dizia que eles eram almas gêmeas. Dizia que a ligação já existia antes mesmo do primeiro encontro e que os sonhos eram apenas uma manifestação disso. Por algum tempo, Wanda acreditou que nada poderia destruir aquilo. Mas havia uma coisa que começava a incomodá-la. Os segredos. John nunca falava sobre sua vida. Nunca permitia que ela conhecesse seu mundo. E nunca a convidava para viver ao seu lado. Wanda queria mais. Queria acordar ao lado dele. Queria tê-lo todos os dias. Queria construir uma vida juntos. Mas sempre que falava sobre isso, John encontrava uma desculpa. Negócios. Responsabilidades. Problemas que precisavam ser resolvidos longe dali. Ainda assim, ele cuidava dela. Pediu que deixasse a lanchonete e passou a ajudá-la financeiramente para que pudesse se dedicar aos estudos. Wanda aceitara. Talvez porque acreditasse que, algum dia, ele finalmente permitiria que ela fizesse parte de sua vida por completo. *** Seis meses depois... No início, Wanda pensou que estivesse doente. Os enjôos vieram de repente. Depois, vieram as mudanças em seu corpo. O cansaço. As náuseas. A certeza cada vez maior de que havia algo diferente acontecendo. Quando fez o teste de gravidez, ficou olhando para o resultado por longos segundos. Estava grávida. Um sorriso nervoso surgiu em seus lábios. Ela estava prestes a ter um filho. Seu e de John. Depois de três anos ao lado de John, Wanda acreditava que não poderia engravidar de um vampiro. Por isso, havia descartado completamente essa possibilidade. Mas agora aquilo não importava. Seu coração já estava completamente tomado pela ideia daquela criança. Mais tarde, quando John apareceu em seu apartamento, Wanda mal conseguiu esconder a felicidade. Eles se abraçaram e trocaram um beijo carinhoso. Então ela segurou a pequena caixinha entre as mãos. — Tenho algo para te mostrar, amor. John sorriu. — Sério? Agora fiquei curioso. Ela estendeu a caixa. Ele a abriu. Ao ver o teste de gravidez, porém, toda a expressão de John mudou. O sorriso desapareceu. Seu rosto ficou pálido. E, pela primeira vez desde que o conhecera, Wanda viu medo nos olhos daquele homem. — Esse bebê... — ele murmurou. — Não pode nascer. Wanda ficou sem reação. Por um instante, pensou ter entendido errado. — O que você disse? John fechou os olhos. — Esse bebê não pode nascer, Wanda. Ela deu um passo para trás. Instintivamente, levou as duas mãos à barriga. — Ele é nosso filho. — Wanda... — Nosso filho! — repetiu, com lágrimas se formando em seus olhos. A dor rapidamente se transformou em revolta. — Como você pode dizer que ele não pode nascer? John respirou fundo. Parecia carregar o peso de algo que Wanda não conseguia enxergar. — Você não entende. — Então me faça entender! Ele permaneceu em silêncio por alguns segundos. Quando finalmente falou, sua voz estava baixa. — Sou viúvo. Wanda ficou imóvel. — Tive dois filhos antes de conhecer você. Ela o encarou, surpresa. John desviou o olhar por um instante. — Um deles morreu de uma forma que ainda me persegue. A voz dele falhou. — E existe outro. Wanda sentiu o coração apertar. — Você tem outro filho? Ele assentiu. — E eu nem sei como ele reagiria ao descobrir isso. — Descobrir o quê? John voltou a encará-la. — Que existe uma criança que carrega o meu sangue fora do mundo que conheço. Wanda franziu a testa. — Eu não estou entendendo. — Se essa criança vier a público, ela não estará segura. Ele se aproximou. — Meus inimigos não hesitariam em usá-la contra mim. Wanda abraçou a própria barriga. — Então proteja ela. John fechou os olhos. — É exatamente isso que estou tentando fazer. — Indo embora? Ele não respondeu. Aquela ausência de resposta foi suficiente. Wanda sentiu o coração se partir. — Você está me abandonando. — Não. — Está, sim! Ela o encarou entre lágrimas. — Você poderia lutar por nós. Poderia ficar. Poderia proteger seu filho. John baixou a cabeça. — E se eu ficar? Wanda não respondeu. — E se eu me permitir amar essa criança como um pai deve amar? — continuou ele. — E então meus inimigos encontrarem vocês? Sua voz ficou mais fraca. — A dor será muito maior se eu a perder depois de vê-la crescer. Wanda percebeu então que ele não estava simplesmente recusando o filho. Ele estava apavorado. Mas isso não diminuía sua dor. — Então é isso? — perguntou, quase sem voz. — Você prefere nos perder agora para não correr o risco de nos perder depois? John a olhou com uma tristeza profunda. — Prefiro que você me odeie e sobreviva. Wanda chorou. — Vou cuidar de você — disse John, tentando confortá-la. — Não preciso do seu dinheiro! Ela caminhou até a porta e segurou a maçaneta. — Preciso de você. John ficou parado. Por um instante, parecia prestes a dizer alguma coisa. Mas não disse. Wanda sentiu a última esperança desaparecer. Finalmente, ela abriu a porta. — Não volte aqui. Ele a encarou. — Wanda... — Não quero ver você nunca mais. As lágrimas escorriam livremente pelo rosto dela. — Esqueça de mim. John permaneceu em silêncio por alguns segundos. Então assentiu. — Certo. Deu um passo em direção à porta. Antes de sair, porém, voltou-se para ela. Os olhos azuis estavam tomados por uma dor que Wanda jamais esqueceria. — Mas você é minha alma gêmea. Ela apertou os olhos. — Vá embora. John hesitou. Então falou baixo: — Irei. Uma pausa. — Mas continuarei cuidando de você. Mesmo de longe. Ele saiu. Wanda fechou a porta e deslizou até o chão, levando as mãos à barriga enquanto chorava. Amava John. Talvez o amasse mais do que deveria. E era justamente por isso que doía tanto. Naquele momento, ela acreditava que havia perdido o homem que amava. Mas ela ainda não fazia ideia de que a criança que carregava seria a única capaz de derrubar o mais temido dos Alfas.POV - DESCONHECIDO O soldado permanecia diante da pesada porta de ferro, guardando a cela onde estava preso o enorme lobo negro.Era o mesmo lobo que, acima de tudo, era seu Alfa.O homem não compreendia por que Dante estava trancado justamente naquela ala do castelo — a mais restrita, distante até mesmo das outras masmorras. Poucos soldados tinham permissão para circular por aquele corredor, e nenhum deles ousava fazer perguntas.O Alfa Alucard havia dito que aquilo fazia parte de um treinamento.Mas, para o soldado, aquilo não parecia treinamento algum.Já fazia tempo demais.E os sons que vinham de dentro daquela cela tornavam cada vez mais difícil acreditar na explicação que recebera.Um rosnado profundo ecoou pelo corredor.O soldado apertou a lança entre os dedos.Outro grunhido veio logo depois.Então ouviu o som das garras arranhando o chão de pedra.Uma vez.Duas.Três.O homem engoliu em seco.Havia algo naquele som que fazia seu próprio lobo se inquietar dentro dele.Dante
POV — DESCONHECIDO Mal chegou à mansão, Boris subiu diretamente para o escritório. Não parou para falar com ninguém. Nem sequer tirou o casaco. Fechou a porta atrás de si e caminhou até a mesa, permanecendo alguns segundos de costas para o cômodo, imóvel, como se precisasse organizar os próprios pensamentos antes que eles o consumissem. A conversa com o Rei Alex o havia deixado em estado de alerta máximo. Durante o encontro, o monarca perguntara sobre Frida, sobre Wanda e sobre a relação que John mantivera com ambas. Boris respondera a tudo com firmeza, sem demonstrar desconforto. Não havia nada de errado em um Rei querer conhecer melhor uma nova integrante da família. Pelo menos, era o que Boris tentava convencer a si mesmo. Mas então vieram aquelas últimas palavras. Ele se aproximou da mesa e apoiou as duas mãos sobre a madeira. A lembrança voltou com uma nitidez incômoda. — Curioso, não é mesmo? Seu irmão James, um guerreiro tão forte, pereceu por causa de
O vampiro de cabelos negros — aquele que havia ido à casa de Boris — aproximou-se de nós. Reconheci-o imediatamente. — Que bom que aceitaram o convite do Rei — disse ele, fitando Boris diretamente. — Sabe muito bem que vim apenas para cumprir os protocolos, Demétrius — respondeu Boris. Havia algo na maneira como os dois se encaravam que deixava claro que aquela não era uma amizade verdadeira. Pareciam conhecer-se havia muito tempo, mas havia entre eles uma espécie de respeito cauteloso, como se cada um soubesse exatamente até onde poderia provocar o outro. Demétrius então desviou os olhos para mim. Seu semblante suavizou-se. — A sua irmã é lindíssima — comentou. Estendeu a mão, com a palma aberta. Olhei primeiro para Boris, procurando sua permissão. Ele assentiu discretamente. Coloquei minha mão sobre a de Demétrius, e ele beijou o dorso com suavidade, num gesto educado e refinado. — É um prazer conhecê-la, Frida. Ele soltou minha mão e recuou um pouco. — Ainda q
Na noite do evento... Ravena vestiu-me de um jeito completamente diferente de tudo que eu já havia usado na vida. Primeiro, calcei as anáguas e até um espartilho — que apertava tanto a minha cintura que, por alguns instantes, tive a impressão de que mal conseguiria respirar. Ravena, porém, parecia completamente satisfeita com o resultado e apertou as amarras mais uma vez, ignorando os meus protestos. — Assim fica perfeito — garantiu ela. — Perfeito para quem? — perguntei, tentando puxar o ar para dentro dos pulmões. Ela apenas riu. Depois veio o vestido cor bordô. Quando Ravena o colocou sobre mim, fiquei alguns segundos parada, olhando para o próprio corpo. O tecido deixava os ombros à mostra e caía sobre as anáguas em uma saia longa e esvoaçante, pesada e leve ao mesmo tempo. Cada movimento fazia o vestido ondular ao meu redor. Eu me perguntava seriamente como conseguiria andar com aquilo sem tropeçar. — Você vai se acostumar — disse Ravena, percebendo a minha expres
Último capítulo