Mundo de ficçãoIniciar sessãoUma jovem mulher contida, fechada e virgem. Um homem quente, sensual, mistério, que povoara seus pensamentos mais secretos. Brenda é uma escritora com bloqueio criativo, que decide viajar para uma ilha nas Maldivas para voltar escrever. Porém, o impensável acontece e seu avião cai, e ao passar um tempo em uma Ilha não tão paradisíaca assim. Se vê presa com uma criatura que inicia com ela uma conturbada relação. Ele é um ser, um homem misterioso, proibido e com revelações sombrias. Anubis é um juiz quente que mudará a vida de Brenda pra sempre. Ele são ligados por uma dívida do passado, mas pela primeira vez tentará viver uma vida além de sua missão. Ele pretende consumir a alegria e amor que Brenda oferece. Entre sonhos, desejos obscuros, dramas familiares e momentos tórridos de prazer, um futuro os aguarda.
Ler maisAtravessando a multidão, ao mesmo tempo que puxando a mala levemente pesada com rodinhas, penso se todos em Boston tinham decidido voar hoje. Quando finalmente cheguei ao guichê da US Airways, o atendente do check-in gentilmente fez seu trabalho, etiquetou minha bagagem e me entregou o cartão de embarque. — Obrigado, Srta. Back. Já fiz seu check-in para Male. Tenha uma boa viagem. Enfiei meu cartão de embarque na bolsa e virei para me despedir de minha irmã e cunhado. — Obrigada por me trazer.
— Eu acompanho você, Brenda.— Não precisa — falei, balançando a cabeça.— Tudo bem então, mas liga se precisar de ajuda. — disse minha irmã, fingindo cara de brava.— Calma, será somente quinze dias — afirmei.Com um novo beijo na bochecha ela foi embora.Já no portão, fiz minha última conferida nos documentos e segui para o embarque. Segui pelo corredor estreito até meu assento na primeira classe. Preferi ficar na janela, e então afivelei meu cinto de segurança ao lado de uma Sra. Simpática. Tirei um livro da minha mala de mão, o piloto decolou, e deixamos Boston para trás. * * *As coisas começaram a dar errado no meio da viagem. Deveria ter levado pouco mais de dezoito horas para voarmos de Boston até Malé (capital das Maldivas), mas chegamos uma hora depois.O vôo foi como esperado. E devido pouco passageiro, quando aterrissamos no Aeroporto Internacional de Malé, devido o horário, não tinha transporte disponível para ilha. Eu ainda estava mais de duas horas via hidroavião, de distância da hospedaria da minha amiga.Exausta da viagem, minhas têmporas latejavam.O atendente verificou no computador quando teria o próximo vôo. — Vai escurecer logo. Hidroaviões não voam ao entardecer. — Percebendo minha angústia, ele me lançou um olhar solidário, digitou algo no computador e pegou o telefone. — Vou ver o que posso fazer.Agradeci, e fiquei aguardando um milagre. Tirei um frasco de analgésico da bolsa, peguei um comprimidos na mão e engoli com a água.Liguei para minha amiga Anna, para avisar que talvez tivesse que passar a noite no aeroporto.—Se conseguir voo eu aviso. — Coloquei o telefone de volta na bolsa e me aproximei do balcão, apreensiva.— Um piloto de um voo fretado pode levar você até a ilha — disse o atendente. — Os passageiros dele atrasou. Sorri, aliviada. — Que maravilha! Obrigada por encontrar um voo. Agradeço de verdade.— Tentei ligar de novo, mas meu celular estava sem sinal. Minha esperança era conseguir ligar quando chegássemos à ilha.Um micro-ônibus me levou para o terminal de táxi aéreo. O atendente fez nosso check-in no balcão e segui. O clima estava abafado, gotas de suor brotaram na minha testa e na minha nuca. O investido que usava estava amarrotado, e desejei ter trocado a roupa novamente por outra mais leve. O calor é sufocante.Um funcionário do aeroporto estava no cais perto de um hidroavião que oscilava suavemente na superfície da água. Ele fez um sinal para mim. Quando fui até ele, ele abriu a porta, e então subi a bordo do avião. O piloto estava na cabine, mas logo abriu a porta.— Oi, eu sou o Joel — falou alegremente.A árvore de Natal brilhava no canto da grande sala. As crianças tinham decidido tudo sobre esse Natal: local, decoração e presentes. Grandes bolas brilhavam penduradas de todos os ramos, lembrando uma árvore frutífera. Brenda procurava com olhar seu primogênito, agora com quatro anos, brincando com sua mãe. Ela mostrava a Nosh como amarrar uma fita em um ramo. Essa era a visão que ela sempre quis, a família. E agora tinha. No entanto, algo estava faltando. Aron não estaria ali, sua mãe, de todas na sala, a pegou olhando e sorriu. — Eu ainda não posso acreditar que tenho um neto lindo assim. — Fica bajulando que sua outra filha lhe mata. Quando Noah pegou o arco e correu para porta da sala para mostrar a alguém que chegava, Brenda o viu. Aron encontrou o pequeno no meio do caminho e seguiu para ela. — Eu não queria ficar mais dias sem você, você sabe. Também não queria ficar longe desse garotão aqui. — Sim. — Concordou com lágrimas a derramar. — Olha papai, a árv
Um grito de recém-nascido ecoou pelo ar.Aron não conseguia acreditar no que ouvia, um grito estridente vindo dos braços de Thorne o deus da cura, quase caiu de alívio pelo som maravilhoso que ouviu.Um dos sacerdote se inclinou para pegar o cordão umbilical e cortá-lo.O bebê chorou e se mexeu no colo do cuidador. Ele realmente parecia saudável e de tamanho normal, ou até um pouco maior. Aron olhava embasbacado para seu filho com uma humana nos braços de Thorne, que aceitava outra toalha de um dos sacerdote para enxugar o bebê, que parou de chorar, mas continuou a se mexer e chutar com suas pernas gordinhas.Thorne e Aron se olharam e ambos abriu um grande sorriso cúmplice um para o outro enquanto enrolava o bebê em um lençol, segurando-o de pé.– Ele parece bem. – Thorne riu, abrindo um sorriso enorme. — Muito saudável também. Sua cor é perfeita, ele respira como um campeão, tem dez dedos nos pés e nas mãos e é forte.O cuidador seguiu para Aron com seu filho no colo, que hesitou e
Brenda foi despertada por um barulho. Percebeu que ou havia desmaiado ou caído no sono. Amon ou melhor Anúbis a carregava para seu quarto. Ela respirou o seu cheiro maravilhoso e seu calor a envolveu em seu redor, tão firmes eram seus braços. Ele rosnou suavemente. — Você não pode ficar sozinha, e nem aqui nesse mundo. Seu corpo e minha descendência precisam de cuidados e você aqui escondida de todos não ajuda muito. Tentei ficar afastado, mas meu filho chamou por mim agora. Brenda o olhava atônita ainda acolhida em seu colo. — Eu…— foi interrompida com a chegada de um senhor bem baixinho e grisalho. — Sim, você o conhece. — o senhor apenas assentiu com a cabeça. Colocando uma maleta em couro no chão, olhou para Anúbis em um semblante apreensivo. — Estamos prontos. — seu olhar mudou para Brenda que imediatamente mudou o semblante. Seu rosto de repente ficou pálido, e ela engasgou. Os braços de Anúbis se afrouxaram e ele depositou ela sobre a cama. Brenda tentou segurar-se
Eu esfreguei os olhos que as lágrimas teimaram em descer por meu rosto já inchado de tanto chorar. Com o rosto nas mãos, quieta, esperando que um milagre acontecesse e eu me livrasse desse pesadelo. Mas eu sabia que nada seria tão fácil assim. Mais uma manhã se iniciava e eu já me desesperava sem saber o que fazer com aquela certeza de que não teria meu filho comigo caso vivesse em meu mundo. Nada de datas comemorativas com meus pais ou primeiro dia de aula, primeiro dentinhos, risadas com Jasm ou brincadeiras com meu gatinho. O problema não dava trégua e eu rezava ardentemente para que algo de bom ocorresse, que alguma solução aparecesse. Tentei me acalmar. Tudo ali dependia de mim e eu não podia me entregar à exaustão. Precisava pensar e encontrar uma saída. O meu prazo se esgotava rapidamente. Faziam quatro meses que eu tinha voltado para casa. Fingindo voltar a minha vida, meu apartamento, com minha rotina. Assim que cheguei fui ver meus pais e não tive coragem de dize
Último capítulo