Narrador
Misa e Margo não trocaram muitas palavras naquela noite.
Não porque faltasse o que dizer — havia anos de silêncio acumulado entre eles —, mas porque, naquele instante, as palavras pareciam pequenas demais. Tudo o que queriam era estar perto. Próximos o suficiente para sentir o calor do outro, para confirmar que aquilo era real e não mais um sonho interrompido pela culpa, pelo medo ou pelas escolhas erradas que a vida havia imposto a ambos.
Misa observava a cena como quem teme acordar a