— Eu tô com medo, Misa… — falei, me desfazendo em lágrimas. — Meu mundo virou do avesso. Eu não sei o que fazer.
Ele me envolveu de um jeito que eu nunca tinha sentido antes. Não era posse. Não era desejo. Era cuidado.
— Calma, meu amor… — disse num tom tão carinhoso, tão vulnerável, que eu quase não reconheci. — Agora você não tá sozinha.
Respirei fundo, como se criasse coragem para finalmente dizer aquilo em voz alta.
— Eu te amo… — confessei. — Nunca deixei de te amar. — A voz falhou. — Por