Era minha mãe.
Ela entrou silenciosa no quarto, e eu a vi pelo espelho. Usava um vestido longo, de um azul profundo, feito sob medida por Graziela — um modelo exclusivo, de corte impecável e leve brilho acetinado que refletia a luz dourada do entardecer. O tecido parecia se mover sozinho, fluido, elegante, quase etéreo. Nas mãos, uma clutch de veludo marinho, adornada por fechos em cristal.
As joias eram discretas, mas de um luxo inegável — diamantes lapidados em formato de gota pendiam dos bri