CAPÍTULO TRINTA E TRÊS - PROPOSTA INDECENTE.
VICTOR BALTIMOR.
Eu sabia que estávamos no meio de uma crise. Uma crise política, familiar e pública. Mesmo assim, seria mentira dizer que meu corpo não reagia à presença de Elisa. Aquela situação toda — o caos, a pressão, o risco — apenas intensificava algo que eu já sentia desde a primeira vez que a tive na minha cama.
Era errado? Talvez. Mas eu não era um homem acostumado a negar impulsos.
Eu a queria de novo. Queria sentir seu corpo se desfazendo sob o meu controle, ouvir sua respiração falhar, saber que, apesar de toda a resistência, ela ainda reagia a mim. Havia algo de perigosamente excitante em saber que, mesmo me detestando em certos momentos, ela não era indiferente.
Elisa ainda me encarava com aqueles olhos verdes arregalados. Surpresa, irritada, confusa. Eu conhecia bem aquela expressão. Sabia exatamente o que causava aquilo nela. E sim, eu estava sendo sacana. Mas que espécie de estrategista eu seria se não soubesse usar todas as cartas à minha disposição?
— Não, definit