CAPÍTULO TRINTA E DOIS — A PROPOSTA.
ELISA RIVER.
Eu precisava parar de ficar desse jeito toda vez que Victor se aproximava demais.
Era automático. Irritante. Vergonhoso.
Meu corpo reagia antes mesmo que eu pudesse pensar, como se tivesse vontade própria. Eu tentava controlar aquele corpo traidor enquanto a água quente escorria pelo meu corpo no banho. Fechava os olhos, respirava fundo, mas a imagem dele insistia em voltar. O jeito como me olhava. O tom da voz. A presença esmagadora e minha vagina, imediatamente, reagia.
Aquilo não podia estar acontecendo comigo.
Minha vida estava um caos. Meu nome jogado na internet, minha identidade exposta, jornalistas caçando qualquer detalhe da minha existência. E, mesmo assim, meu corpo insistia em reagir a ele, como se eu fosse uma adolescente.
Quando terminei o banho, alguém bateu na porta. Vesti o roupão e fui atender.
Era Meire, parada ali com uma sacola na mão. Não sorriu, não puxou conversa.
— Trouxe isso — disse apenas, estendendo a sacola.
— Obrigada — respondi, estranhando