A sala estava cheia de vozes baixas e risos suaves. Era raro termos um momento de calmaria naquela casa, e eu tentava me forçar a aproveitar. Sofia acariciava a barriga redonda, Alessandra contava uma história da juventude, Isabella brincava com um dos brinquedos do irmão no tapete. Matteo ainda não tinha voltado da missão do dia, mas ele disse que era simples. Rápida. Rotina.
Rotina.
Até o grito.
— MATTEOOOO!
A voz de Verônica cortou o ar como uma navalha. Tensa, estrangulada, desesperada.