Eu a observava do outro lado do quarto, enquanto o peso da minha posição como chefe da máfia se acumulava em meus ombros. Angeline estava sentada à mesa, os dedos nervosamente brincando com a borda da toalha. Havia algo de diferente nela, uma distância que não conseguia ignorar. O brilho nos olhos dela, que costumava ser tão vibrante, agora parecia opaco, como se uma sombra a envolvesse.
— Angeline, precisamos conversar. — disse, tentando quebrar o silêncio que se estendia entre nós como uma co