O céu estava limpo naquela manhã. Daqueles dias em que o sol é gentil, o vento sopra devagar e até o silêncio parece respeitoso. Eu sabia que seria um dia diferente. Um dia necessário.
Miguel segurava minha mão com firmeza enquanto caminhávamos devagar entre os caminhos estreitos do cemitério. Do outro lado, Giulia pulava de pedra em pedra, sem nunca soltar os dedos do pai. Usava um vestidinho branco que ela mesma escolheu — “porque branco é cor de nuvem e de paz, mamãe Isa”, ela disse.
Eu sorr