O som da porta se fechando atrás de Serena ainda ecoa no quarto mesmo depois que ela vai embora. Fico um tempo parado, tentando me convencer de que fiz a coisa certa — deixá-la ir, deixar tudo respirar. Mas o ar parece mais pesado sem ela ali.
Puxo uma camisa limpa, passo a mão pelos cabelos e tento deixar a noite anterior num canto da mente. É inútil. O perfume dela ainda está no lençol, no travesseiro, em mim.
Quando desço, Lourdes já está na sala servindo café. Daniel está sentado no sofá, o