A casa estava em silêncio quando fechei a porta do quarto de Clara.
O abajur em formato de nuvem deixava um tom suave de luz no ambiente, e ela dormia abraçada ao urso que Serena lhe dera no primeiro dia. Ajeitei a coberta até o queixo dela e fiquei ali por um instante, observando o ritmo tranquilo da respiração da minha filha. Era raro tê-la assim, serena — sem trocadilhos. Desde que Marina desaparecera de vez, Clara tinha dificuldade em adormecer. Sempre pedia uma história, um colo, uma prese