Gregório
O beijo dela tinha gosto de aviso.
De desespero.
De saudade antecipada.
Ela me puxou pela gola da camisa como se estivesse tentando me prender ali, como se soubesse que, se soltasse, eu viraria fumaça.
E talvez ela estivesse certa.
Minha mão deslizou pelas costas dela até a curva da cintura, sentindo cada parte do corpo que já era meu. Puxei com força e a colei em mim. O corpo dela colado ao meu, quente, ofegante, decidindo por nós dois que a noite ainda não tinha acabado.
Gregório:
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