NIKOLAI VOLKOV
A tensão no ar era um cristal prestes a rachar. Ela tremeu novamente, um arrepio que percorreu todo o corpo dela e que eu senti sob minhas mãos. Era mais do que medo, agora. Era uma confusão eletrizante, a carne dela respondendo mesmo quando a mente ainda hesitava.
— E se eu disser não, você não me punirá por isso? — a pergunta saiu como um sopro assustado.
— Nunca — assegurei, mantendo o olhar preso no dela, inabalável. Era uma verdade. A punição, naquele jogo, não viria de uma