Narrado por Angeline
Algumas horas depois do jantar, eu estava sozinha no meu quarto, tentando me perder nas páginas de um livro, quando a batida na porta me fez saltar.
— Angeline… — a voz dele veio rouca, atravessando a madeira. — Pode vir aqui. Por uns minutos.
Meu coração disparou, descompassado. Mas a ordem, ainda que suavemente dada, era clara. Cobrindo-me com meu roupão e calçando as pantufas, abri a porta devagar.
— Sim? — disse, deixando apenas uma fresta.
Ele me viu, e perceb