ANGELINE HARRINGTON
Eu e Yulia ficamos em um hotel confortável e discreto, uma espécie de limbo elegantíssimo entre a decisão e a ação de Nicolai. Dormi muito tarde, os olhos fechados, mas a mente projetando, em loop, a imagem do meu rosto naquele monitor. As possibilidades dançavam na escuridão, formas luminosas e assustadoras. Confesso que custei a pegar no sono, meu corpo um fio de energia nervosa esticado ao limite.
Ao amanhecer, acordei ainda mais cedo, a ansiedade não tinha diminuído; t