NIKOLAI VOLKOV
O amanhecer do segundo dia após o golpe de Ivan Chernov tingiu o céu de Moscou de um cinza metálico. Da janela do meu escritório, observava os flocos de neve — do inverno russo, tão implacável quanto a guerra que travaria em breve.
Lá fora, Sergey reunia os homens. Tínhamos recuperado boa parte do que foi roubado, graças a um planejamento preciso e à lealdade de bons homens. A tensão dos últimos dias dava uma trégua, substituída pela antecipação fria de um contra-ataque bem ex