Arabella Whitmore
O quarto parecia menor agora. Como se o ar tivesse se tornado mais denso desde que eu fechara a porta atrás de mim. Caminhei alguns passos, larguei a bolsa sobre a poltrona e fiquei parada no centro do ambiente, sem saber muito bem o que fazer com as mãos.
Sentei-me na beirada da cama apenas para levantar logo em seguida. Andei até a janela. Voltei. Nada parecia confortável. Meu corpo ainda reagia como se estivesse em perigo, mesmo sabendo que não havia ameaça alguma ali.
Fechei os olhos por um instante.
A imagem de Zayn permanecia nítida demais. Não o homem imponente que Helena descrevera em suas mensagens — distante, exigente, quase ameaçador —, mas o homem real. Contido. Orgulhoso. Sentado em uma cadeira de rodas sem fazer disso um espetáculo. Sem pedir absolvição. Sem implorar por nada.
Era isso que mais me inquietava.
Ele não havia tentado se justificar. Não tentara me convencer de coisa alguma. Apenas contara os fatos, como quem aceitava que certas verdades não