Arabella Whitmore
Acordei com a sensação estranha de que meu corpo havia descansado, mas minha mente não.
O quarto estava envolto naquela calma artificial que só casas grandes e bem organizadas conseguiam sustentar. A luz da manhã entrava filtrada pelas cortinas claras, projetando formas suaves no tapete. Por alguns segundos, permaneci imóvel, encarando o teto, como se estivesse tentando decidir quem eu era agora que certas verdades haviam sido ditas em voz alta.
O rosto de Zayn voltou à minha mente antes mesmo que eu conseguisse me levantar.
Não o olhar duro. Nem a cadeira de rodas.
Mas a sua beleza escura, o rosto com maçãs altas, estrutura forte, maxilar afiado como os olhos quase negros. Ele era um homem bonito e sua condição atual não anulava nem um pouco esse fato.
Levantei devagar, tomei um banho rápido e vesti roupas simples, práticas demais para alguém que, dias antes, acreditava estar ali apenas para devolver um anel e desaparecer. Prendi o cabelo sem cuidado, tentando ignora