Samanta ficou parada na soleira da porta, o ar subitamente rarefeito, como se todo o oxigênio do ambiente tivesse sido sugado pela presença sentada diante dela.
Laura Martins.
Não havia como negar. Os traços eram os mesmos da foto que ela encontrara anos antes, esquecida entre papéis antigos do jornal, que o pai dela guardou por um tempo. Os mesmos olhos verdes, a mesma postura altiva e elegante de uma mulher acostumada a comandar salas e silenciar multidões com um levantar de sobrancelhas. Est