O ar do jardim estava frio demais para ser manhã, mas Bianca não voltou para dentro. Sentou-se no banco de pedra e ficou ali, encolhida, com as mãos no colo e os olhos perdidos na grama úmida.
Não pensava em nada específico — e, ao mesmo tempo, parecia pensar em tudo.
As perguntas de Helena não haviam sido perguntas. Foram avisos. Avisos que pareciam portas fechando, uma por uma, até que só restasse um corredor estreito, onde respirar exigia cuidado.
Se aquilo não era seu lar, o que era?
Se o