As janelas da mansão ainda guardavam o frio da madrugada quando Bianca desceu para a copa. O relógio do corredor, sem pressa, riscava a hora como uma lâmina sobre vidro. Ela puxou a cadeira, acomodou o guardanapo no colo e sorveu o primeiro gole de café, deixando que o amargo assentasse sobre a língua antes de respirar fundo.
Tinha o hábito de respirar como quem se recorda de alguma coisa — e, às vezes, lembrava-se de nada.
O mordomo trouxe frutas em uma travessa que brilhava com zelo. A cada m