O silêncio que se instalou parecia mais cortante que qualquer palavra. Alberto permaneceu de pé, olhando-a com uma mistura de fúria e súplica, como se esperasse que ela recuasse das próprias convicções.
A chama de uma das velas tremulava ao vento, projetando sombras nas paredes — sombras que pareciam repetir o mesmo movimento tenso entre os dois. Alberto sentia o peito arder, não de raiva, mas de humilhação. Nunca, em toda a sua vida, alguém o fizera sentir-se tão vulnerável.
— Então é assim? —