Melissa
A escuridão me puxou novamente.
Não era um sonho. Era algo mais profundo. Como se eu estivesse vivendo dentro da dor de outra pessoa — uma dor antiga, imensa, que gelava meus ossos e dilacerava meu peito.
Eu caminhava descalça sobre um lago de prata líquida que não afundava. Meu corpo brilhava, pulsando com uma luz que doía. Ao longe, uma sombra enorme uivava, uma fera presa em correntes negras. Senti sua dor misturada à minha, como se fôssemos a mesma coisa. Meu coração se partia lent