(POV Elias Drave)
O silêncio dos lobos pesava mais do que gritos.
A cada passo que dava dentro da fenda, minhas botas batiam contra a pedra úmida e ecoavam alto demais. Mas havia outro som, invisível, que eu não podia ignorar: ranger de dentes, rosnados contidos, ódio preso nas gargantas. Era um julgamento sem juiz e sem defesa, e eu estava no centro.
A fenda cheirava a terra molhada, fumaça que nunca se dissipava e sangue antigo. As paredes pareciam respirar, como se fossem costelas de uma fer