(POV Selene)
O chão da caverna improvisada ainda carregava as manchas da caçada passada. O ferro seco grudava nas paredes, lembrança de que os caçadores não desistiriam tão cedo. Mas naquela manhã, não havia inimigos à vista.
Só eles.
Só nós.
E eu, no centro.
O saco de areia não bastava mais. Nem os socos contra a madeira, nem as corridas pelo corredor estreito. Meu corpo pedia mais. O selo ardia, exigindo mais.
E eles ouviram.
— Hoje não vai ser brinquedo. — Ronan disse, girando a lâmina curta