(POV Selene)
O dia seguinte nasceu carregado.
Não sei se era o peso do que tinha acontecido com Ronan ou o brilho insistente do selo no meu pulso, mas nada parecia no lugar. Meu corpo ainda lembrava cada toque, cada rosnado, e por mais que eu quisesse afastar a memória, ela voltava como fogo na pele.
Tentei ignorar.
Treinei de novo.
Socos contra o saco de areia, respiração controlada, como se pudesse enganar a mim mesma.
Mas não funcionou.
A cada golpe, meu corpo parecia pedir mais, como