Clara acordou no dia seguinte com o corpo pesado, como se tivesse passado a noite inteira fugindo de um incêndio que ainda queimava por dentro. Se fosse possível, ela queria apenas não se movimentar, mas fez certo esforço e olhou o celular pela décima vez, ainda esperando, contra toda lógica, uma nova mensagem de Henrique. Mas tudo continuava igual. Nenhum sinal, retratação ou explicação além daquela frase congelada na tela, impessoal e fria.
O despertador tocou e ela não teve forças para lev