Maurício chegou ao apartamento, jogou as chaves na mesinha de cabeceira e se jogou na cama. Olhava para o teto. Tudo que ele menos queria agora era pensar, mas sua mente simplesmente não parava. Sentia-se aliviado, um pouco vingado e ao mesmo tempo muito triste com seu desabafo.
A mente vagava por momentos da infância, quando a mãe o amava, o enaltecia, o chamava de meu campeão. Ele era bom nos esportes e sempre buscava ser melhor para agradá-la. Cada vitória, cada nota alta, cada prêmio