A madrugada caiu como lâmina.
Não havia vento.
Nem neve.
Nem barulho.
Aquela quietude não era paz — era o tipo de silêncio que antecede deslocamento de forças.
Helena estava na cozinha com Erynn, revisando a lista de vigílias, quando sentiu a runa pulsar pela segunda vez no mesmo dia.
— Alguma sombra? — perguntou Erynn, sem levantar o rosto.
— Não. — Helena franziu o cenho. — Isso é… diferente. Acordou de outro jeito. Como se chamasse alguém que não sou eu.
Antes que a anciã pudesse responde