Três dias depois, o Norte parecia outro país.
A lua — inteira, como um olho curado — pairava sobre as montanhas, e a neve caía serena, sem pressa.
Os lobos rondavam as aldeias em círculos perfeitos, não para caçar, mas para vigiar.
As crianças, que antes choravam com qualquer sopro de vento, agora riam quando a neve pousava nos cílios.
E, ainda assim, ninguém ousava falar alto.
O Santuário da Geada dormia fechado como uma lâmina guardada.
Seu brilho branco, antes feroz, tornara-se um lume calmo